Greve dos caminhoneiros contra o preço do Diesel no Brasil | 2018 | Maxion Baterias

Greve dos caminhoneiros contra o preço do Diesel no Brasil | 2018

Após 9 dias, greve dos caminhoneiros enfraquece e abastecimento é retomado

Pontos de concentração de caminhões ainda são numerosos, mas veículos estão parados nos acostamentos; combustível começa a chegar a postos nas capitais

Greve dos caminhoneiros: falta de gasolina e diesel, quando vai acabar a greve e crise de abastecimento

Greve entra no 9º dia com desabastecimento em postos de combustíveis, alimentos, remédios, materiais hospitalares e insumos para a indústria (Roosevelt Cassio/VEJA.com)

Depois de nove dias, a greve dos caminhoneiros, iniciada na segunda-feira (21), finalmente parece estar se encaminhando para seu fim. O nono dia foi marcado pelo enfraquecimento do movimento: apesar do último relatório da Polícia Rodoviária Federal ainda contabilizar 616 pontos de concentração de caminhoneiros nas estradas, todos se encontram parados nos acostamentos ou nos pátios de combustíveis à espera de uma escolta policial. O abastecimento das cidades também está se normalizando aos poucos, com a chegada de caminhões de combustível às capitais.

Durante a tarde, a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) divulgou uma nota em que afirma que a greve dos caminhoneiros foi “extraordinária”, mas que o movimento começa a sofrer um desgaste desnecessário. O documento aponta que a pauta de reivindicações – entre os itens a redução do preço do diesel e uma nova política de preços para os fretes – foi plenamente atendida pelo governo.

Ao vivo: após 10 dias de greve, aos poucos país volta ao normal

Outro movimento que poderia complicar ainda mais a situação de abastecimento, a greve dos petroleiros, marcada para esta quarta-feira, foi declarada ilegal pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST). O tribunal estipulou multa diária de 500.000 reais, em caso de descumprimento.

21:27 – Caminhões com combustível poderão circular em horário integral por SP

A prefeitura de São Paulo autoriza, a partir desta quarta-feira e pelo período de 60 dias, a circulação de caminhões, com até três eixos traseiros, com combustíveis e derivados, em horário integral na capital paulista.

A publicação da portaria 062/18 pela Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes será publicada no Diário Oficial da cidade nesta quarta, informou a prefeitura. Pelas regras, os veículos transportando esse tipo de carga poderão circular, em qualquer horário, nas marginais Tietê e Pinheiros, nas vias que compõem o Minianel Viário, no Centro Expandido e na Zona Máxima de Restrição à Circulação de Caminhões (ZMRC).

Pelas regras atuais, esses veículos estão proibidos de circular das 5 às 10 horas e das 16 às 21 horas, de segunda a sexta-feira, exceto feriados, no Minianel Viário e no Centro Expandido.

De acordo com a prefeitura, a medida, que atende a um pleito dos caminhoneiros, tem o objetivo de garantir a normalização do abastecimento de combustível na cidade de São Paulo.

(Agência Brasil)


21:01 – TST declara ilegalidade da greve dos petroleiros e impõe multa diária

A Advocacia-Geral da União (AGU) informou que o Tribunal Superior do Trabalho (TST) considerou ilegal a greve dos petroleiros, marcada para a zero hora desta quarta-feira, 30. O tribunal estipulou multa diária de 500.000 reais, em caso de descumprimento.

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20:55 – Temer: ‘Entre hoje e amanhã estaremos com isso já normalizado’

O presidente Michel Temer afirmou, em entrevista à TV Brasil nesta terça-feira, que o governo “fez o possível” diante da paralisação dos caminhoneiros e não tem mais o que oferecer. Temer deu a declaração pela manhã, durante o Fórum de Investimento Brasil 2018, em São Paulo, porém a entrevista só foi transmitida à noite. “Nós esprememos todos os recursos governamentais para atender os caminhoneiros em reivindicações legítimas e para não prejudicar a Petrobras”, disse o presidente.

Ele afirmou ainda que não tem mais como negociar a esta altura com as entidades dos caminhoneiros. “Evidentemente, percebo que os líderes dos movimentos estão dizendo para voltar ao trabalho e isso está começando a dar resultado. Tenho a impressão que entre hoje (terça) e amanhã (quarta) estaremos com isso já normalizado.”

Apesar do acordo feito pelo governo, caminhoneiros continuam bloqueando trechos de estradas em todo o país. Além disso, foram identificadas manifestações alheias à esta categoria, com os chamados “infiltrados”, que já provocaram confrontos entre manifestantes e policiais em pelo menos quatro pontos do País, sendo que o mais grave foi em Bacabeira, no Maranhão, que levou à prisão de sete pessoas.

Em novo balanço apresentado no início da noite desta terça-feira, o chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas, Ademir Sobrinho, informou que naquele momento existiam três bloqueios totais de estradas na BR-070, saída do Distrito Federal para Goiás, em Minas Gerais e no Ceará e assegurou que “nenhum deles é feito por caminhoneiros”. O almirante disse ainda que o número de “interrupções” detectadas, que na segunda-feira eram 594, hoje estavam em 616.

Temer declarou que o retorno do abastecimento no país é o mais importante neste momento e que, se preciso, o governo vai “exercitar a autoridade prevista no texto constitucional”. “Acredito que não haverá necessidade de usar autoridade porque movimentos estão se desmobilizando”, avaliou.

O presidente da República lembrou que há mais de 47 inquéritos abertos pela Polícia Federal (PF) par investigar supostos crimes relacionados à greve e que a aplicação de multas, em conjunto, já é uma forma do governo exercer sua autoridade. “Por aí já vai dar certo o uso da autoridade”, afirmou.

Questionado sobre a alta dos juros, mesmo com a Selic mais baixa, Temer respondeu que “pouco a pouco o Banco Central vai forçando essa queda de juros e ela vai se verificando”. “Reduzir juros no sistema bancário, acompanhando a taxa Selic, é fundamental.”

(Estadão Conteúdo)


20:52 – 16 toneladas de medicamentos serão levadas pela FAB ao Nordeste

Dois aviões da Força Aérea Brasileira decolaram de Brasília rumo à cidade pernambucana de Caruaru levando a bordo 16 toneladas de materiais usados em hemodiálise. Os produtos, que serão distribuídos em cidades do Nordeste, foram recolhidos de caminhões que tentavam, sem sucesso, fazer o transporte para a região. Um outro carregamento com material para hemodiálise deverá embarcar na tarde, desta vez, rumo ao aeroporto de Guarulhos. A medida faz parte da estratégia de emergência que começou a ser alinhavada ontem pelo Ministério da Saúde.

Além de aviões da FAB, companhias aéreas embarcaram em diferentes voos uma série de medicamentos comprados pelo Ministério da Saúde para distribuir aos Estados. Esses medicamentos já deveriam estar nos armazéns locais mas, por causa da greve, ainda permaneciam em Brasília. A estimativa era de que os estoques locais dos medicamentos seriam suficientes para apenas dois dias.

Os carregamentos começaram a ser enviados pelas companhias aéreas ontem e, juntos, somam cerca de 2 toneladas. Na lista, estão 10 remédios. Indicados para tratamento de câncer, para pacientes submetidos a transplantes, para controle de doenças raras, artrite reumatoide e hepatite. Os medicamentos serão encaminhados para SP, RJ, PE, ES, BA, MT, MS, PR, SC e PA.

O uso da Força Aérea Brasileira será feita apenas em casos de emergência. A estratégia para tentar reduzir o impacto da greve prevê também o uso de comboios escoltados pela Polícia Rodoviária Federal e pelo Exército, no caso de medicamentos que têm de fazer transporte entre dois Estados.

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